Por Agência News cariri
Após as imperiosas investigações por parte dos Inspetores do Núcleo de Homicídios da 29ª DRPC, chegou-se ao autor do homicídio de Francisco Pereira “Pereirinha”. Em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo Juízo da Primeira Vara Criminal de Juazeiro, a equipe do Núcleo de Homicídios e Proteção (NHPP) da Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC), prendeu às 18h00, desta quarta-feira (23), Francisco Bernardino Macedo, de 56 anos, por prática de homicídio contra um homem apontado como agiota.
Francisco Pereira de Sousa, de 48 anos, era apelidado por Pereirinha, e residia na Rua Santana Soares, Bairro Jardim Gonzaga, foi morto baleado no rosto no dia 13 de junho, por volta das 11h10min, na rua Augusto Dias de Oliveira, no Bairro Leandro Bezerra, tendo o crime à época ficado envolto em mistério, haja vista tratar de local de pouca movimentação, como também não havia informações sobre possíveis suspeitos.
Na manhã desta quinta-feira (24) em cumprimento à ordem judicial de busca e apreensão na residência de Macedo, foram apreendidas cinco munições calibre 38 e seis munições calibre 36, todas intactas, além de notas promissórias referentes empréstimos que concedia a terceiros, sendo por conseguinte lavrado também em seu desfavor Auto De Prisão Em Flagrante por crime de posse ilegal de munições de uso permitido e por crime contra a economia popular. Após os procedimentos na delegacia, Macedo fora recolhido à cadeia pública de Juazeiro do Norte, onde está à disposição da Justiça.
Sobre o Caso
Segundo as investigações, que resultaram na representação por prisão e por expedição de mandado de busca e apreensão por parte do Titular do NHPP, Delegado Giovani Aquino, o indiciado, conhecido por Macedo, há muito tempo era amigo de Pereirinha e tinha com esta dívida referente a dinheiro tomado de empréstimo a juros.
No dia 13 de junho, a vítima teria recebido ligação telefônica por parte de Macedo, tendo ambos se encontrado próximo onde ocorreu o crime, para supostamente acertarem a quitação do referido débito, saindo juntos na moto da vítima, uma Honda/Bros, que pilotava tal veículo, sendo que no trajeto referida vítima fora surpreendido com um tiro a queima roupa, na altura do rosto, garupeiro, é que trazia consigo um revólver calibre 38, já predisposto a ceifar a vida do seu “credor”.
Ao ser preso, Macedo alegou ter cometido o crime por estar sendo pressionado por Pereirinha a quitar o débito e por temer ser morto por ele, que supostamente também estaria armado, fato que não ficou demonstrado nas investigações.