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Cheio de erros técnicos, Grammy seria tortura para João Gilberto

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Conhecido por seu rigor com a acústica – e com os ruídos do público – durante as suas apresentações, o baiano João Gilberto sofreria horrores se tivesse de subir ao palco do Grammy, a maior festa da música mundial. Ano após ano, a premiação que reúne alguns dos nomes mais populares das rádios e do streaming acumula vexames técnicos. Na noite deste domingo, o esperado encontro de Lady Gaga e Metallica terminou com James Hetfield dividindo o microfone com a cantora, depois que o seu teimou em não funcionar. Pouco antes, Adele interrompeu e reiniciou sua homenagem a George Michael. Alguns sites como o da revista The Hollywood Reporter noticiaram que o microfone da cantora não estava 100% e a deixou insegura, levando-a a recomeçar a sua apresentação de Fast Love.

É de se admirar que ninguém tenha passado um pito na organização como aquele que Caetano Veloso passou na MTV Brasil — ele dizia Emetevê” – em 2004, quando se apresentava ao lado de David Byrne e uma microfonia se sobrepôs ao som da sua voz e do violão do britânico. “Olha, pessoal da Emetevê, vergonha na cara. Vamo começar de novo e bota essa po*** para funcionar direito. Respeito!”

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