Mais de um mês após proibição, ônibus de Maceió ainda mantêm catracas altas

Maceió teve uma lei publicada no final do mês de maio em que proíbe a utilização de catracas altas nos ônibus urbanos, porém, esta medida ainda não está sendo cumprida pelas empresas.

Desde que os equipamentos foram implantados, em 2017, a reclamação dos passageiros é geral, principalmente pela dificuldade que muita gente tem ao passar pelas catracas. Os empresários defendem os equipamentos, dizendo que eles são necessários para a segurança nos coletivos.

Contudo, a Câmara de Maceió aprovou a lei, proibindo “qualquer tipo de dispositivo, catraca elevada, que venha dificultar o cidadão a transitar no ato da liberação de mesma”, diz trecho da publicação.

O projeto chegou a ser vetado pela prefeitura de Maceió, mas o veto foi derrubado pelos vereadores e a lei foi promulgada no dia 24 de maio.

Semanas depois, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) notificou as empresas para que elas apresentassem, em um prazo de 15 dias, um cronograma para a retirada dos equipamentos.

O Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Passageiros (Sinturb) chegou a informar ao G1 que a lei seria cumprida, mas até agora nada mudou.

A SMTT disse que as empresas pediram um novo prazo para adequação, mas que isso não será atendido.

“A SMTT não vai acatar [o pedido para prorrogação]. Na segunda-feira vamos enviar ofício dizendo que cumpram a lei, caso contrário, nós teremos que autuar e multar os ônibus que tiveram as catracas no modelo alto”, afirmou o superintendente Antônio Moura.

Além do Executivo, o Legislativo também cobra que as empresas cumpram a medida. “As catracas elevadas têm que sair, para garantir aos usuários a pegar o ônibus sem ter seus direitos ofendidos”, disse o vereador Silvânio Barbosa, autor da lei.

Em paralelo à cobrança da prefeitura, a Câmara de Vereadores deve promover uma fiscalização para garantir que sejam cumpridas esta e outras leis que dizem respeito ao transporte público de Maceió, como botão do pânico e proibição de propaganda no vidro traseiro do veículo.

Catracas altas nos ônibus de Maceió são motivo de reclamação de diversos passageiros (Foto: Reprodução/TV Gazeta)Catracas altas nos ônibus de Maceió são motivo de reclamação de diversos passageiros (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Catracas altas nos ônibus de Maceió são motivo de reclamação de diversos passageiros (Foto: Reprodução/TV Gazeta)

Fonte:  G1

 

Governo injetou R$ 233,5 bilhões na economia em quase três meses

Em quase três meses de instabilidade no mercado financeiro, o governo injetou R$ 233,5 bilhões na economia. O valor foi obtido pela Agência Brasil com base em comunicados do Banco Central (BC), que tem atuado para segurar o dólar, e do Tesouro Nacional, que tem recomprado títulos públicos para garantir a estabilidade.

Somente o BC injetou US$ 54,09 bilhões – o equivalente a R$ 209,27 bilhões pela cotação de quinta-feira (5) da moeda norte-americana (R$ 3,869) – no mercado desde 18 de maio, quando anunciou que atuaria de forma mais agressiva para conter a alta do dólar. Desse total, US$ 43,44 bilhões (R$ 168,07 bilhões) decorreram de leilões de novos contratos de swap cambial (venda de dólares no mercado futuro) e US$ 10,65 bilhões (R$ 41,2 bilhões) vêm de leilões de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra, ocorridos na última semana de junho.

Desde 28 de maio, quando iniciou os leilões de recompra, até a última quarta-feira (4), o Tesouro Nacional readquiriu US$ 24,228 bilhões em títulos prefixados e corrigidos pela inflação de médio e de longo prazo. O dinheiro vem do colchão da dívida pública, reserva financeira usada em momentos de instabilidade, que caiu de R$ 575 bilhões para R$ 551 bilhões desde o início do programa de recompras

Em relação aos swaps cambiais, o levantamento referente ao Banco Central inclui apenas os leilões de novos contratos, não a rolagem (renovação) dos contratos existentes. Desde 23 de junho, a autoridade monetária deixou de ofertar novos lotes, apenas renovando o montante de contratos de swap em circulação, em que troca contratos prestes a vencer por contratos com vencimento daqui a alguns meses.

Intervenção cambial

Criados em 2001, os swaps cambiais funcionam como uma venda de dólares no mercado futuro, que permitem ao Banco Central intervir no câmbio sem queimar reservas internacionais. Nessas operações, o BC aposta que os dólares vão subir mais que os juros futuros. Os investidores apostam o contrário. No fim, ocorre uma troca de rendimentos que resulta em prejuízo para a autoridade monetária caso o dólar aumente mais que os juros.

Nos leilões com compromisso de recompra, o BC de fato leiloa dinheiro das reservas internacionais, mas compromete-se a pegar o dinheiro de volta meses mais tarde, quando o mercado financeiro estiver menos conturbado. Atualmente, as reservas internacionais do Brasil somam em torno de US$ 380 bilhões (R$ 1,47 trilhão, segundo o câmbio de sexta-feira, 6).

Tranquilidade no mercado

Em relação aos títulos públicos, o Tesouro Nacional informa que as recompras de papéis, que começaram durante a paralisação dos caminhoneiros, têm como objetivo diminuir a instabilidade no sistema financeiro, fornecer um referencial de preços para o mercado e diminuir o risco de papéis prefixados de prazo mais longo e taxas maiores em circulação.

Normalmente, os investidores que querem se desfazer dos títulos públicos e embolsar os ganhos até o momento os vendem no chamado mercado secundário, onde os papéis já emitidos pelo Tesouro trocam de mãos. No entanto, em momentos de instabilidade, o excesso de vendedores no mercado secundário faz o preço dos títulos despencar.

Para evitar que os investidores vendam papéis com elevado deságio, o Tesouro Nacional entra no mercado para comprar títulos, pagando preços melhores. Ao atuar no sistema financeiro, o Tesouro também fornece uma referência para o mercado secundário, que terá que oferecer preços mais atraentes para os investidores que querem se desfazer dos papéis. Para o governo, a recompra ajuda ainda a retirar do mercado papéis mais afetados pela turbulência financeira, reduzindo o custo da dívida pública para o Tesouro. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: notícias ao minuto

Clínicas com consultas a partir de R$ 20 se proliferam pelo país

Diante do encolhimento dos planos de saúde devido à crise econômica e da farta mão de obra médica à disposição, as chamadas clínicas populares, que oferecem consultas a partir de R$ 20, proliferam-se pelo país.

Em um cenário de competição acirrada, esses estabelecimentos recorrem a estratégias que incluem convênio com torcida organizada de futebol, patrocínio a times de várzea e propaganda com celebridades como a cantora Gretchen.

 

Eles também permitem parcelamento e até desconto em conta de luz e ofertam um leque variado de opções, como atendimentos de 15 minutos e oferta de médico de família.

Em comum está o público. Ele, em regra, é composto em parte por clientes insatisfeitos com o SUS (Sistema Único de Saúde) e em parte por pessoas que perderam o convênio médico nos últimos anos – caso de cerca de 3 milhões de brasileiros desde 2014.

A fuga dos planos de saúde, além de impulsionar esse mercado, elitizou o perfil dos frequentadores de alguns dos estabelecimentos. Um exemplo é a rede Dr. Consulta, uma das pioneiras no setor.

Criada em 2011, com a primeira unidade na favela de Heliópolis, a empresa tinha quatro centros médicos em 2014. Neste ano, vai terminar com um total de 79. Parte deles fica na periferia, mas outros em áreas valorizadas de São Paulo, como a avenida Nove de Julho, no trecho dos Jardins, e a avenida Rebouças.”Hoje, 57% do nosso público é da [classe] A e B”, afirma Renato Velloso, vice-presidente de Desenvolvimento e Novos Negócios da rede.

O potencial desse mercado tem atraído investidores de fora do universo da saúde, como o empresário Roberto Justus. Em sociedade com Ruy Marco Antonio, ex-proprietário do Hospital São Luiz, ele abriu no ano passado a clínica Megamed.

Com condições especiais para torcedores da Gaviões da Fiel, a organizada do Corinthians, a clínica tem duas unidades na zona leste de São Paulo e pretende inaugurar franquias no interior paulista e em outros estados.

Além de pessoas físicas, aposta em parcerias com empresas que não pagam plano de saúde, mas querem oferecer algum benefício aos funcionários, ou com grupos de trabalhadores autônomos, como motoristas de um determinado ponto de táxi, de acordo com Vania Cardoso, diretora-geral da Megamed.Grandes empresas também decidiram entrar no segmento. Em março deste ano, a Amil obteve aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) para abrir, junto com o grupo Dasa de diagnóstico, uma rede de clínicas voltada ao público de menor poder aquisitivo.

Pioneira no mercado, a Clínica Fares, com três décadas de existência, anunciou a inauguração de 20 unidades novas com linha de crédito do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

Uma das clientes, a autônoma Flávia Mendes Baptista, 43, conta que decidiu fazer fisioterapia no local depois de experiências como a de ficar três horas em pé com o tornozelo fraturado em hospital público – e não conseguir atendimento. Sem condições de pagar um plano, optou pela clínica após saber que poderia parcelar seu tratamento em até dez vezes.

Na contramão do modelo de consultas rápidas, uma nova rede aberta na semana passada, a Amparo, aposta na medicina de família. Pelo sistema, ela promete que o paciente terá o acompanhamento de um mesmo médico generalista, evitando idas desnecessárias a especialistas.

Independente do modelo, o mercado se beneficia da expansão dos cursos de medicina, que ampliou a força de trabalho disponível, diz Mário Scheffer, professor da Faculdade de Medicina da USP. De 2010 a 2017, o número de registros médicos aumentou 23%, enquanto a população brasileira cresceu 9%. Com informações da Folhapress.

Fonte: notícias ao minuto

Coca-Cola está sendo investigada por fraude no faturamento com xarope

A Cola-Cola está sendo investigada pela Receita Federal por supostamente superfaturar a venda de seu concentrado (xarope) para ampliar a margem de lucro da empresa na Zona Franca de Manaus, onde a fábrica da companhia está localizada.

Entre 2016 e 2017, as remessas da subsidiária brasileira para os Estados Unidos subiram quase R$ 1 bilhão. De acordo com a coluna ‘Mercado’, do jornal ‘Folha de S. Paulo’, a Coca-Cola vai ter de explicar por que o quilo do xarope é vendido por cerca de R$ 200, mas exportado por aproximadamente R$ 20.

A Coca-Cola já foi notificada pela Receita, mas a empresa nega veementemente que esteja envolvida em qualquer irregularidade.

“Atuamos há 76 anos no Brasil e há 28 anos na Zona Franca de Manaus sempre em cumprimento com a legislação em vigor, comprovada por auditorias externas anuais e dos órgãos concessores”, afirmou a empresa.

A Receita não quis falar sobre o caso.

Fonte: notícias ao minuto