Itens da cesta básica custam mais que o dobro de um supermercado para outro em Maceió, diz Procon

A crise no abastecimento provocada pelos protestos dos caminhoneiros em Alagoase em todo o Brasil fez subir os preços dos alimentos nos supermercados. Segundo levantamento do Procon Maceió nesta segunda-feira (28), um mesmo produto chega a custar o dobro a depender do estabelecimento.

Os alimentos pesquisados são os que compõem a cesta básica, como arroz, feijão e óleo. Segundo o órgão fiscalizador, os aumentos foram visíveis nos principais supermercados da capital.

O preço do feijão carioca, por exemplo, varia de R$ 2,55 a R$ 5,15; já o do arroz, vai de R$1,99 a R$ 3,48. As maiores diferenças foram percebidas no óleo de cozinha, onde o valor médio varia de R$ 3,34 a R$ 10,85; e no macarrão, que pode ser encontrado de R$ 1,99 a R$ 9,63.

Na pesquisa, apenas em um supermercado foi encontrado o valor da cesta básica completa, que varia de R$ 32,90 a R$ 55,90.

Algumas redes de supermercados já estão sem estoque para os próximos dias. O principal setor a sentir o reflexo da mobilização dos caminhoneiros é o hortifrutigranjeiros, isso por causa do desabastecimento do Ceasa, que nesta segunda abriu com apenas 15% da capacidade total.

“Neste momento que estamos passando, é importante que o consumidor fique atento para não ser lesado com a prática de preços abusivos. Nós pesquisamos itens básicos da cesta básica e constatamos uma diferença considerável em alguns produtos, então, o maceioense deve ficar de olho”, afirmou o diretor do Procon Maceió, Leandro Almeida.

Fonte: G1

Força Aérea transporta remédios de MG para tratamento de pacientes no interior de Pernambuco

Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) chegou ao Recife, na madrugada desta terça-feira (29), trazendo remédios para um centro de nefrologia em Caruaru, no Agreste pernambucano. A greve dos caminhoneiros afetou o fornecimento de insumos para a clínica por conta dos bloqueios nas estradas, por isso foi necessário trazê-los via aérea de Montes Claros, em Minas Gerais. (Veja vídeo acima)

O brigadeiro Walcyr Araújo, comandante do Cindacta 3, apontou que o abastecimento da clínica é prioridade. “Estamos atendendo a uma priorização do Ministério da Saúde que entede que, neste momento, o que temos de mais urgente é transportar esse medicamento para o centro em Caruaru. Recebemos oito toneladas inicialmente e mais oito vão chegar”, detalhou.

A Clínica Nefrológica de Caruaru é referência no interior do estado no tratamento de doenças dos rins. Por conta do movimento dos caminhoneiros que já dura nove dias, a unidade estava quase desabastecida.

Segundo a direção, a clínica tinha estoque de medicamento suficiente para atendimento até a quinta-feira (30), mesmo reduzindo o tempo de hemodiálise dos pacientes. Hemodiálise é método de filtração do sangue por meio de um rim artificial.

Avião da FAB chegou no Recife com medicamentos que serão levados para clínica de nefrologia em Caruaru, nesta terça-feira (29) (Foto: Reprodução/TV Globo)

Avião da FAB chegou no Recife com medicamentos que serão levados para clínica de nefrologia em Caruaru, nesta terça-feira (29) (Foto: Reprodução/TV Globo)

O pedido de ajuda ao Ministério da Saúde foi feito por meio da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante, que reúne centros de todo o Brasil. O primeiro avião da FAB desembarcou por volta das 5h na base aérea do Recife, no bairro de Jardim Jordão, na Zona Sul, e seguiu para o sétimo depósito de suprimentos do Exército, que fica no bairro do Cabanga, no Centro.

Do depósito, a carga seguiu para Caruaru, que fica a 130 quilômetros do Recife, por volta das 8h, em um caminhão do Exército, escoltado por outro veículo da força armada. A previsão é que o segundo avião chegue ainda nesta terça e também siga para a cidade agrestina.

A Clínica Nefrológica de Caruaru tem cerca de 360 pacientes fazendo hemodiálise. Eles são de Caruaru e de outros 32 municípios no entorno. O centro tem convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS) e cerca de 90% dos atendimentos são feitos através do convênio.

“Essa carga de medicamentos vai normalizar o atendimento e deixar a clínica abastecida por pelo menos 15 dias. A carga também vai beneficiar 40 pacientes que fazem hemodiálise no Hospital Regional do Agreste”, explicou a Aniedja Queiroz, diretora da Clínica Nefrológica de Caruaru.

“Agora, nós vamos poder normalizar o tempo de hemodiálise, que tinha sido reduzido em uma hora. O nomal são quatro horas”, acrescentou a diretora.

Fonte: G1