O futuro dos tratamentos para as doenças do coração

Hoje é o Dia Mundial do Coração, data em que se celebra a importância de cuidar bem desse órgão durante toda a vida. A prevenção, o diagnóstico e o tratamento de problemas como a hipertensão e o colesterol alto são essenciais para evitar infarto e AVC, as duas principais causas de morte no Brasil.

Para saber como estão as pesquisas de novas terapias para as doenças cardiovasculares, conversamos com o médico Duncan Stewart, presidente e diretor científico do Instituto de Medicina Regenerativa de Ontário, no Canadá. O expert já publicou mais de 200 artigos em revistas científicas e é uma das maiores autoridades mundiais sobre o endotélio, a película interna que reveste os vasos sanguíneos. Com tudo em cima: A Mongeral Aegon te mostra 7 cuidados essenciais para manter a saúde em dia Patrocinado

A ciência avançou nos últimos anos quando pensamos em doenças cardiovasculares?

Tivemos algumas conquistas, mas ainda vemos muitas oportunidades e perguntas não respondidas nessa área. Nas últimas três décadas, vimos o lançamento de novas drogas. Mas o avanço não está na velocidade que precisamos. Ainda nos deparamos com problemas substanciais em doenças como a insuficiência cardíaca e o infarto. E a farmacologia atual não está conseguindo superar essas barreiras. Claro que essa questão está muito relacionada com o avanço de doenças crônicas como a obesidade e o diabetes, o que torna nosso desafio ainda maior.

Você acha que a medicina regenerativa pode ajudar nesse sentido?

Sim, temos uma oportunidade grande aqui. Tentamos reparar os danos causados por um infarto, por exemplo. Queremos usar as células-tronco para gerar células cardíacas maduras e capazes de substituir aquelas que foram mortas no ataque cardíaco. Estamos a alguns anos conduzindo uma pesquisa com cobaias nessa área.

O endotélio vem ganhando importância nos últimos tempos?

Antigamente, se achava que ele era apenas uma camada que previne o sangue de grudar nas paredes dos vasos. Hoje sabemos que ele produz uma série de substâncias essenciais para o sistema cardiovascular. É o endotélio que define, por exemplo, o calibre e a pressão dos vasos sanguíneos. Nós estudamos, por exemplo, as células progenitoras endoteliais. Elas são uma perspectiva de reparar danos em veias e artérias no futuro.

O que está por trás da degeneração do endotélio?

O problema do endotélio é que ele não melhora com a idade. Pior, ele é lesado por fatores como o tabagismo e as altas taxas de colesterol. Isso, claro, desemboca em doenças vasculares, que vão afetar outras áreas do corpo. O envelhecimento é uma barreira. Uma coisa que tentamos atualmente é rejuvenescer essas células do endotélio para que sua atividade original seja resgatada.

Nesse contexto de perspectivas futuras, como ficam as ações preventivas?

A prevenção sempre é a melhor medicina. E os problemas no coração estão diretamente associados a fatores de risco como o cigarro, o sedentarismo e a má alimentação. No Canadá, tivemos uma grande conquista. As doenças cardiovasculares não são mais a primeira causa de morte. Obviamente, nunca vamos conseguir erradicar infarto ou AVC, até porque são eventos relacionados ao envelhecimento. Mas é possível reduzir bastante seu impacto na nossa sociedade.

E como vocês conseguiram diminuir os números de doenças cardiovasculares por aí?

Durante muitos anos temos programas e campanhas para reduzir o tabagismo e melhorar os hábitos alimentares da população. Mas ainda há muito trabalho a ser feito. Nós conseguimos reduzir as taxas de enfermidades cardíacas, mas elas ainda disputam cabeça a cabeça o primeiro lugar do ranking com o câncer.

Nos últimos anos tivemos a aprovação de novos remédios para baixar o colesterol e para controlar a insuficiência cardíaca. O que esses avanços representaram?

Você mencionou dois dos grandes avanços que tivemos na cardiologia: os inibidores de PCSK9 e o sacubitril-valsartana. Foram ganhos impressionantes. O problema é que não vemos atualmente a mesma velocidade na descoberta de novos fármacos como precisamos.

Demi Lovato foi proibida de ver a irmã por causa do vício em drogas

Demi Lovato passou por uma das fases mais difíceis da sua vida na altura em que lutava contra o vício em cocaína e álcool. De fato, a situação se revelou de tal forma grave, que a cantora chegou a ser proibida pelos pais de ver a irmã mais nova.

O relato foi feito pela própria estrela, em uma entrevista a Jonathan Ross. O objetivo era que Lovato parasse de consumir álcool e drogas e, assim, voltasse a conviver com a irmã 10 anos mais nova.

“Foi o momento em que concluí que precisava de ajuda e de ficar sóbria”, recordou. “Soube que tinha batido no fundo do poço e que precisava de tratamento. Precisava ficar sóbria para estar próxima da minha irmãzinha. Os meus pais não iriam deixar que ficasse perto dela”, afirmou.

A irmã da artista, Madison De La Garza, hoje com 15 anos, é uma das melhores amigas de Lovato.

Fonte: Notícias ao Minuto

 

Foguete fará viagens para qualquer cidade do mundo em até 1 hora

Elon Musk propõe viajar por cidades do nosso planeta… de foguete. O magnata da Tesla e da Space X também planeja colonizar Marte. Estaria ele fazendo promessas que não podem ser cumpridas?

Magnata da SpaceX, Elon Musk, falou sobre seus planos de colonizar Marte e criar foguete comercial terrestre, ou seja, para que viajar de avião se pode dar uma volta de foguete?

Ao discursar, na sexta-feira (29), no Congresso Internacional de Astronáutica em Adelaide, Austrália, Musk disse que o foguete que ele estava elaborando para levar as pessoas a Marte, bem como transportá-las pelo nosso planeta.

Os vídeos que ele publicou no Instagram supõem que os voos de Londres a Dubai possam durar 29 minutos, de Nova York a Paris – 30 minutos e de Tóquio a Nova York – 37 minutos.

“Se construirmos este foguete para ir à Lua e a Marte, por que não tentar viajar nele para outras regiões da Terra também”, disse Musk, adicionando que seria possível ir para onde desejar em apenas uma hora.

Os vídeos são sobre foguetes no estilo dos verticais da década de 60, que viajariam com a velocidade de 27.360 km/h e aterrissariam de maneira vertical em uma almofada especial.

Segundo Musk, SpaceX planeja “canibalizar” todos os outros produtos para focar no que ele chamou de BFR (na sigla em inglês), o que significa Enorme Foguete F**ástico.

“É loucura, que construímos estes foguetes sofisticados e depois os destruímos todas as vezes que voamos. É loucura”, disse Musk, que ficou frustrado com os problemas no projeto do foguete pesado Falcon Heavy.

Missão de Musk a Marte

O plano de Musk é um pouco extravagante: transportar 100 pessoas por ano durante 100 anos, até que um milhão de humanos vivam em Marte.

Mas Robert Zubrin, presidente e fundador da Mars Society, organização não governamental que espera ver seres humanos em Marte, referiu-se à ideia de Musk como “desembarque do Dia D”, sugerindo enviar não cem, mas dez pessoas para desenvolver agricultura no Planeta Vermelho.

Construindo castelos no ar?

Em 2016, Musk declarou que planeja enviar as primeiras tripulações ao Planeta Vermelho em 2024, mas agora disse que dois foguetes vão começar a transportar carga a Marte em 2022.

O objeto mais maciço que alguma vez aterrissou em Marte pesava por volta de uma tonelada, enquanto a nave interplanetária seria de cerca de 50 toneladas.

Loren Grush, do site The Verge, frisou que Musk é conhecido por fazer anúncios um tanto otimistas.

Musk prometeu lançar o foguete Falcon Heavy em 2013, mas por enquanto ele nunca decolou.

Inicialmente, a SpaceX declarou que o foguete levaria pessoas à Estação Espacial Internacional já neste ano, mas depois decidiu adiantar para 2018 ou 2019.

O magnata não publicou detalhes sobre os custos das passagens de cidade a cidade, tampouco a capacidade de cada foguete terrestre, mas, obviamente, será caríssimo viajar de foguete, pelo menos inicialmente, e só um pequeno grupo de milionários poderia pagar por isso.

Em 2016, Musk disse que o preço por cada viagem cósmica do Sistema de Transporte Interplanetário SpaceX custaria por volta de US$ 200 mil, ou seja, R$ 633.492. Com informações do Sputnik.