Crato: 7 de setembro é marcado por desfiles e manifestação

Por Moises Rolim

O desfile de 7 de setembro no Município do Crato aconteceu hoje pela manhã com a presença de várias autoridades do município e uma ampla participação popular.

Várias escolas do município marcharam na manhã de hoje apresentando diversos temas relacionados a situação atual do país. Alunos levaram vários cartazes que mostravam o momento atual em que vive o Brasil; como corrupção, desigualdade e perda de direitos do povo brasileiro.

Faixas e cartazes mostravam ilustrações quanto os prejuízos da corrupção na vida da sociedade. Alunos gritavam palavras de ordem e outros representavam através da arte e da dança os anseios sociais e culturais do povo brasileiro.

A representatividade política

Após três anos, um gestor público no caso o prefeito, esteve presente em uma solenidade em praça pública na cidade do Crato.

Em suas palavras, o prefeito Zé Ailton Brasil, lamentou por essa ausência do representante legal do município do Crato em momentos como esse e ressaltou a importância do gestor está junto com a sociedade que o elegeu. Para o prefeito Zé Ailton Brasil, Crato já vivenciou diversas fases e diversos momentos sejam eles de vitórias e derrotas, mas que é tempo de construir uma nova história no município mas é impossível realizar esse trabalho se não for no meio da população principalmente nas datas mais importantes e comemorativas da cidade.

Receita libera consulta ao 4º lote de restituição do IR nesta sexta

A consulta ao quarto lote de restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) de 2017 estará disponível a partir das 9h desta sexta-feira (8). O lote contempla 2,257 milhões de contribuintes, totalizando a liberação de mais de R$ 2,7 bilhões.

Também serão liberadas para consulta restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016. No total dos lotes, será liberado o crédito bancário para 2,357 milhões de contribuintes, no dia 15 de setembro. Do total de R$ 3 bilhões, R$179,180 milhões referem-se a recursos para os contribuintes com preferência para receber: 40.429 idosos e 5.026 com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

Os montantes de restituição para cada exercício, e a respectiva taxa Selic aplicada, podem ser acompanhados na tabela a seguir:

Valor (R$)

Correção pela Selic

2017

2.257.260

2.791.032,52

4,34% (maio de 2017 a agosto de 2017)

2016

50.454

102.707.788,66

17,06% (maio de 2016 a agosto de 2017)

2015

21.179

48.949.328,42

30,13% (maio de 2015 a agosto de 2017)

2014

19.142

34.554.984,78

41,05% (maio de 2014 a agosto de 2017)

2013

6.867

17.007.895,73

49,95% (maio de 2013 a agosto de 2017)

2012

1.566

2.803.172,82

57,20% (maio de 2012 a agosto de 2017)

2011

322

1.200.476,08

67,95% (maio de 2011 a agosto de 2017)

2010

139

503.790,54

78,10% (maio de 2010 a agosto de 2017)

2009

78

214.667,73

86,56% (maio de 2009 a agosto de 2017)

2008

28

90.862,71

98,63% (maio de 2008 a agosto de 2017)

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deverá acessar a página da Receita na internet, ou ligar para o Receitafone (146). Na consulta à página da Receita, serviço e-CAC, é possível acessar o extrato da declaração e ver se há inconsistências de dados identificadas pelo processamento. Nesta hipótese, o contribuinte pode avaliar as inconsistências e fazer a autorregularização, mediante entrega de declaração retificadora.

A Receita disponibiliza, ainda, aplicativo para tablets e smartphones que facilita consulta às declarações do IRPF e situação cadastral no CPF. Com ele, será possível consultar diretamente nas bases da Receita Federal informações sobre liberação das restituições do IRPF e a situação cadastral de uma inscrição no CPF.

A restituição ficará disponível no banco durante um ano. Se o contribuinte não fizer o resgate nesse prazo, deverá requerê-la por meio da internet, mediante o Formulário Eletrônico – Pedido de Pagamento de Restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço Extrato do Processamento da DIRPF.

Caso o valor não seja creditado, o contribuinte poderá contatar pessoalmente qualquer agência do BB ou ligar para a Central de Atendimento por meio dos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para agendar o crédito em conta-corrente ou poupança, em seu nome, em qualquer banco. Com informações da Agência Brasil.

Analistas: BC aproxima-se do fim do ciclo de flexibilização dos juros

Com o corte dentro do previsto da Selic ontem em mais 1 ponto porcentual, o Banco Central do Brasil se aproxima do fim do ciclo de flexibilização da sua política monetária, conforme avaliação feita por analistas em Londres. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC ajustou a taxa básica de juros para 8,25% ao ano e a previsão na city londrina agora é de redução da intensidade de cortes.

“A decisão de ontem à noite confirmou nossa visão de que o fim do ciclo de flexibilização não está longe”, escreveu em relatório a clientes divulgado nesta manhã o economista para América Latina da Capital Economics, Adam Collins. Segundo ele, a autoridade monetária promoverá mais uma redução, de 0,75 ponto porcentual na taxa, para 7,50% ao ano, na reunião de outubro. “O panorama geral é que o ciclo de flexibilização agressivo do Copom está agora chegando ao fim.”

Collins destacou que a decisão do Copom de ontem era “amplamente esperada” por causa do contínuo mergulho da inflação e a melhora dos mercados financeiros locais desde a reunião anterior do comitê. Ele enfatizou que o comunicado que acompanha a publicação da nova taxa sugeriu uma redução no ritmo de flexibilização, embora tenha observado que a evolução da inflação continua a ser favorável.

Para o analista, esta sinalização não reflete uma mudança importante nas perspectivas econômicas, já que vinha sendo considerada, depois de o BC ter cortado a taxa de juros a “passos grandes”. Ele lembra que, se sua projeção for confirmada, a Selic ficará muito próxima do recorde de baixa que atingiu no fim de 2012 (7,25% ao ano). Além disso, comentou que o processo de desaceleração da inflação deve estar chegando ao fim e que os dados de atividade começam a melhorar no País.

É possível, no entanto, segundo o economista da Capital Economics, que o juro brasileiro continue a ser cortado no ano que vem mais “uma ou duas vezes”. “Ainda não há sinais de que a crise política, que entrou em erupção em maio, tenha algum impacto na recuperação econômica e há menos justificativas para continuar com um ritmo tão rápido de flexibilização”, justificou.

Na Pantheon Macroeconomics, também com escritório na city londrina, o economista-sênior internacional, Andres Abadia, salientou a decisão de acordo com o consenso do mercado e o comunicado que apontou para uma recuperação gradual da economia em meio a um cenário global favorável. Ele também enfatizou a percepção do BC sobre a inflação, além das expectativas, também contidas, para o índice de preços oficial. Destacou, no entanto, o risco para as projeções para a inflação no caso de as reformas estruturais propostas pelo governo não serem implementadas.

Abadia lembrou em relatório para clientes divulgado na manhã desta quinta-feira que este foi o quarto corte consecutivo de 1 ponto porcentual promovido pelo Copom e citou o trecho em que o comunicado fala de “uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária” como “apropriada”. Ele também projeta uma diminuição na intensidade dos cortes, para 0,75 ponto porcentual em 25 de outubro.

Ao contrário do seu colega, porém, ainda enxerga um espaço para uma redução adicional em dezembro, de 0,50 pp, o que levaria a Selic a 7,00% ao ano. “Isso provavelmente será o fim do ciclo de flexibilização, mas a estabilidade na frente política e os progressos nas reformas, em particular a da Previdência Social, estão reduzindo o equilíbrio de riscos para uma maior flexibilização”, pontuou. Com informações do Estadão Conteúdo.