O seguinte texto, publicado nas redes sociais, deu o que falar nesta terça-feira (7):
“Pai e filho sofrem um acidente terrível de carro. Alguém chama a ambulância, mas o pai não resiste e morre no local. O filho é socorrido e levado ao hospital às pressas. Ao chegar no hospital, a pessoa mais competente do centro cirúrgico vê o menino e diz: ‘Não posso operar esse menino! Ele é meu filho!’.”
A interpretação do texto, que pode parecer óbvia para uns, nada mais é do que uma denúncia ao machismo. Caso você tenha entendido que a mãe era a médica do hospital, a interpretação esta correta.
O problema é que este texto gera dúvidas em grande parte das pessoas, que não conseguem associar “a pessoa mais competente do centro cirúrgico” a uma figura feminina. Seriam um casal gay? O homem do acidente não era mesmo o pai? A mãe teria um caso extraconjugal? Estas perguntas já indicariam uma leitura machista do caso.
“É claro que existem pessoas que conseguem entender rápida e naturalmente que se trata da mãe do menino, mas é inegável que haja associação de mulheres com certos cargos, espaços e comportamentos”, informa o site Harvard Business Review, onde o texto foi publicado.
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