A Polícia Federal (PF) afirmou nesta sexta-feira (9) que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, não prestou depoimento com o conteúdo divulgado pela revista Veja sobre um suposto repasse de R$ 30 milhões relacionado a um filme sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota, a corporação também declarou que o banqueiro não entregou documentos, anexos ou informações com o teor descrito na reportagem.
A manifestação da PF foi reforçada pelo advogado de Vorcaro, Daniel Bialski. Segundo o criminalista, desde que assumiu a defesa do banqueiro, em agosto, não houve nova oitiva em que o cliente tenha relatado os supostos pagamentos. “O que posso afirmar é que ele não prestou nenhum novo depoimento à Polícia Federal discorrendo sobre isso”, declarou ao Correio Braziliense.
A reportagem da Veja havia afirmado que Vorcaro teria destinado R$ 30 milhões ao ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para financiar um longa-metragem sobre Lula. Segundo a publicação, os valores estariam relacionados a negociações para ampliar o acesso do Banco Master a recursos de fundos de pensão de servidores públicos, com supostos repasses ao Instituto Lula, dirigido por Paulo Okamotto. As alegações não foram comprovadas publicamente.
A revista também atribuiu a Vaccari a solicitação de uma comissão de 10% sobre recursos captados pelo banco junto a fundos de previdência ligados a instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobras e Correios. De acordo com informações citadas pela reportagem, não teriam sido realizadas diligências sobre o caso por falta de provas. A PF, por sua vez, informou que a proposta de colaboração premiada apresentada pela defesa de Vorcaro não atendia aos requisitos legais.
A corporação acrescentou que recebeu nesta sexta-feira uma notícia-crime com pedido de providências urgentes para apurar os fatos relacionados à publicação e encaminhou o expediente à área técnica. Até o momento, a PF nega a existência do depoimento descrito pela revista e afirma que não recebeu os documentos mencionados. Portanto, as informações sobre os supostos repasses devem ser tratadas como alegações ainda sem comprovação pública.








