Com a definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidatos derrotados no primeiro turno das eleições presidenciais começaram a manifestar suas posições sobre a etapa final da disputa, marcada para 25 de outubro. Entre os principais nomes, Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) afirmaram que não apoiarão nenhum dos dois candidatos.
Quarto colocado, Renan Santos recebeu 2,67 milhões de votos, o equivalente a 2,24% dos votos válidos. Em transmissão após a apuração, ele afirmou que não fará campanha para nenhum dos candidatos e orientou seus eleitores a escolherem livremente. Renan também declarou que pretende continuar atuando politicamente e dar sequência à construção do partido.
Augusto Cury, que terminou a disputa pelo Avante, também anunciou neutralidade no segundo turno. O escritor afirmou que vai se “silenciar completamente” sobre os dois candidatos e disse que ninguém está autorizado a utilizar seu nome ou o de seu vice para declarar apoio a qualquer uma das campanhas. Cury também afirmou que não pretende seguir na carreira política nem assumir eventual cargo ministerial.
Ronaldo Caiado (PSD), quinto colocado, obteve 2,60 milhões de votos, ou 2,18% dos votos válidos. Após o resultado, o ex-governador de Goiás afirmou que manterá sua coerência política, mas que antes de anunciar qualquer posição irá se reunir com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. A direção nacional da legenda decidiu liberar os diretórios estaduais, parlamentares e lideranças para definirem individualmente seus apoios no segundo turno.
Romeu Zema (Novo), por sua vez, reafirmou a oposição ao PT e declarou que, “onde tiver PT”, ele e o partido estarão “do outro lado”. O candidato, porém, não anunciou formalmente apoio a Flávio Bolsonaro em sua primeira manifestação após o primeiro turno. Flávio terminou a primeira etapa com 47,03% dos votos, enquanto Lula teve 45,16%, diferença de 2,22 milhões de votos entre os dois.







