A Rússia voltou a apoiar a candidatura do Brasil a um assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). A posição foi mencionada no contexto do discurso do chanceler russo, Sergei Lavrov, durante o debate sobre as políticas gerais da 81ª sessão da Assembleia Geral da ONU, realizado neste sábado (26).
Lavrov defendeu uma maior presença de países da América Latina, da Ásia e da África nas estruturas de decisão das Nações Unidas. O chanceler também se posicionou contra a ampliação do Conselho de Segurança com novas vagas destinadas a países ocidentais, em defesa de uma reforma que, segundo ele, represente melhor os países do chamado Sul Global.
Durante o discurso, o ministro russo criticou a atuação dos países ocidentais em diferentes conflitos internacionais e afirmou que Moscou pretende manter sua operação militar na Ucrânia até atingir seus objetivos. Lavrov também acusou países europeus de dificultarem negociações e de continuarem fornecendo armas à Ucrânia, além de defender o princípio de segurança igual e indivisível entre os Estados.
O chanceler abordou ainda questões relacionadas ao Oriente Médio, América Latina e ao desenvolvimento de inteligência artificial. Sobre a Palestina, afirmou que a criação de um Estado palestino deve ser garantida com base nas decisões da ONU e alertou que a expansão de assentamentos israelenses na Cisjordânia pode inviabilizar a solução de dois Estados.
Lavrov também defendeu maior participação dos países em desenvolvimento na formulação de regras internacionais e citou o BRICS e outras organizações como exemplos de cooperação entre países do Sul Global e do Leste. A Rússia sustenta que a democratização das relações internacionais passa pela ampliação da representação de diferentes regiões nos organismos multilaterais, incluindo o Conselho de Segurança da ONU.







