O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai anunciar nesta sexta-feira (25), às 17h, em São Paulo, a decisão de proibir as bets no Brasil, segundo informações divulgadas pelo JOTA. A medida deverá ser apresentada pelo governo a nove dias do primeiro turno das eleições de 2026 e ocorre após semanas de discussões sobre os impactos das apostas online.
A forma como a proibição será colocada em prática ainda estava em avaliação pelo governo. Entre as possibilidades consideradas estão a edição de uma medida provisória, que teria efeitos imediatos, e o envio de um projeto de lei em regime de urgência ao Congresso Nacional. Antes da decisão pela proibição total, também havia sido discutida a possibilidade de restringir apenas os cassinos virtuais e os chamados jogos online.
Lula afirmou publicamente que pretende acabar com as bets. Em evento com artistas na noite de quarta-feira (23), o presidente declarou: “Nós vamos acabar com as bets. E os times que aprendam a ser times de empresários”. Em seguida, afirmou que a medida não seria uma guerra contra o setor, mas uma decisão. O governo também avalia um plano para a União comprar dívidas de pessoas físicas junto a bancos, facilitando a regularização de débitos.
O tema também está presente no debate eleitoral. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defende o fim dos cassinos online, mas afirma que pretende manter as apostas esportivas. “Eu sou contra jogos de qualquer forma, mas a aposta em jogos reais tem alguma forma de controle, tem a Mega-Sena e outros jogos legalizados. O problema são os cassinos on-line que este governo liberou”, declarou.
Representantes do setor de apostas, por sua vez, argumentam que uma proibição pode ampliar o mercado ilegal. As empresas afirmam que o mercado regulado possui mecanismos como verificação de identidade, bloqueio de menores, limites de depósitos e comunicação de movimentações suspeitas ao Coaf. Segundo dados apresentados pelo setor, as bets regulamentadas recolheram R$ 10,7 bilhões em tributos em 2025, enquanto parte da arrecadação é destinada por lei a áreas como esporte, segurança pública, educação e saúde.








