Estudante de Direito é encontrada morta em condomínio de Fortaleza; namorado é procurado pela polícia

A estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, foi encontrada morta na noite de domingo (13), no pátio do Condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza. O caso passou a ter novas diligências uma semana depois, quando a Polícia Civil do Ceará iniciou buscas pelo namorado da jovem, João Munhoz Neto. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) não informou por que ele está sendo procurado nem o classificou oficialmente como suspeito.

De acordo com a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), Isabelle morreu por volta das 20h40 e apresentava lesões compatíveis com o impacto contra o solo. O laudo apontou politraumatismo como causa da morte, enquanto exames laboratoriais não identificaram substâncias de interesse toxicológico. A dinâmica que levou à queda ainda é investigada pela 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.

Imagens das câmeras do condomínio ajudaram a polícia a reconstruir parte da movimentação daquela noite. Por volta das 18h32, João deixou o prédio acompanhado da mãe. Cerca de 40 minutos depois, Isabelle apareceu sozinha em um elevador, com o celular nas mãos, seguindo para o rooftop, no 23º andar. A estudante foi vista pela última vez com vida nesse momento, e a queda ocorreu por volta das 20h40. João retornou ao condomínio às 22h48. As gravações continuam sendo analisadas pelas autoridades.

No dia seguinte à morte, a mãe de Isabelle, a professora universitária Isorlanda Caracristi, foi ao condomínio depois de não conseguir falar com a filha. Segundo o relato publicado por ela nas redes sociais, Isabelle havia passado parte do fim de semana com a mãe antes de retornar ao apartamento. Durante a noite, a jovem enviou mensagens, incluindo uma em que escreveu “Mãe, eu te amo”. A professora também afirmou ter tentado contato com o namorado da filha, mas percebeu que havia sido bloqueada nas redes sociais.

As investigações tiveram novas etapas neste domingo (20). A Polícia Civil localizou a mãe de João na Praia do Cumbuco, em Caucaia, e cumpriu um mandado de busca e apreensão, recolhendo um celular e um tablet para perícia. O aparelho de Isabelle também foi recuperado e será analisado. A Pefoce voltou ao condomínio para realizar exames complementares, novas coletas de vestígios e registros com drone. Quatro pessoas já foram ouvidas e outras quatro oitivas estão previstas. Segundo a SSPDS, somente com a conclusão dos trabalhos será possível esclarecer a dinâmica da morte.