O Ministério da Justiça e Segurança Pública oficializou nesta segunda-feira (21) a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva.
A medida foi tomada após um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) concluir que o ex-deputado cometeu abandono de cargo. Segundo a portaria, a infração ocorreu devido à ausência injustificada do serviço por mais de 30 dias consecutivos.
Eduardo estava afastado das atividades na PF para exercer o mandato de deputado federal. Após a perda do mandato, em novembro de 2025, ele deveria reassumir o posto de escrivão no Rio de Janeiro, mas não retornou às funções. O processo disciplinar foi concluído pela Polícia Federal em julho.
O ex-deputado vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Durante o período, permaneceu fora do país enquanto o vínculo com a Polícia Federal ainda estava ativo. Em fevereiro deste ano, a Corregedoria da PF no Rio determinou o afastamento preventivo dele e a devolução da carteira funcional e da arma vinculada ao cargo.
Com a publicação da portaria, o desligamento de Eduardo Bolsonaro dos quadros da Polícia Federal foi formalizado na esfera administrativa. Ele havia ingressado na corporação em 2010, após ser aprovado em concurso público para o cargo de escrivão.







