Os advogados de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, solicitaram ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva do empresário. Ele é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de crimes financeiros e corrupção.
A defesa afirma que a indefinição sobre a condução dos procedimentos no Supremo compromete o andamento das investigações. O argumento está relacionado ao pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino durante a sessão de 15 de setembro, quando a Corte analisava a possibilidade de abertura de investigação contra Alexandre de Moraes.
Segundo os advogados, os processos ligados ao caso Master foram encaminhados ao gabinete de Fachin após decisões do relator André Mendonça, em meio a divergências sobre a relatoria e a competência para conduzir os procedimentos. A defesa sustenta que Vorcaro não pode permanecer preso sem que haja uma análise do pedido de liberdade.
Na petição, os representantes do empresário também questionam a duração da prisão preventiva e afirmam que a medida deveria ter sido reavaliada após o prazo de 90 dias previsto na legislação. O pedido menciona ainda a possibilidade de substituir a prisão por outras medidas cautelares, como monitoramento eletrônico e restrições de deslocamento.
O caso envolve uma disputa institucional no STF iniciada após Mendonça retirar o sigilo de documentos com mensagens atribuídas a Vorcaro e Moraes. Em seguida, Moraes solicitou a investigação de Mendonça por suspeitas relacionadas à condução do processo. A análise de um dos pedidos foi retirada da pauta por Fachin, e ainda não há nova data definida para o julgamento.







