As escolas públicas do Ceará apresentam maior oferta de recursos voltados ao Atendimento Educacional Especializado (AEE) do que as instituições privadas. Segundo dados do IBGE, 45% das unidades públicas possuem Salas de Recursos Multifuncionais (SRM) ou bilíngues para surdos, enquanto o percentual entre as escolas particulares é de 14,8%.
A diferença também aparece na presença de profissionais de apoio para estudantes com deficiência. Na rede pública, 48,2% das escolas contam com esses trabalhadores. Entre as instituições privadas, o índice é de 3,3%. Esses recursos são direcionados à inclusão de alunos com deficiência, incluindo pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Altas Habilidades ou Superdotação (AH/SD).
O Atendimento Educacional Especializado tem como objetivo complementar a escolarização de estudantes com deficiência e TEA e oferecer suporte suplementar aos alunos com altas habilidades ou superdotação. As salas de recursos reúnem equipamentos, materiais pedagógicos e recursos de acessibilidade que auxiliam no processo de aprendizagem.
Apesar da maior oferta desses recursos na rede pública, as escolas particulares apresentam percentual ligeiramente superior quando considerada a existência de pelo menos um recurso de acessibilidade. O índice chega a 90,2% na rede privada, contra 87,6% na pública. Na presença de banheiros acessíveis, porém, o cenário se inverte: 61,3% das escolas públicas possuem esse recurso, ante 52,7% das particulares.
O levantamento também aponta que o Ceará possui 8,9% da população com deficiência, o equivalente a cerca de 766 mil pessoas. Os dados fazem parte da publicação do IBGE sobre pessoas com deficiência e desigualdades sociais e reúnem informações de diferentes bases, incluindo Censo Demográfico, Censo Escolar e registros administrativos.








