Greve dos Correios continua sem previsão de encerramento; veja como ficam as entregas

A greve dos trabalhadores dos Correios continua nesta segunda-feira (14), por tempo indeterminado e sem previsão de encerramento. A paralisação começou na sexta-feira (11), após a categoria rejeitar, em assembleias, uma proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2026/2028.

Entre as principais reivindicações estão avanços nas negociações, a preservação de direitos e garantias relacionadas ao plano de saúde de empregados, aposentados e dependentes. Segundo a Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (FINDECT), o plano de saúde é um dos principais pontos de divergência com a empresa. Os Correios informaram que acionaram o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da paralisação, com remanejamento de veículos, mobilização de empregados administrativos e realização de mutirões. A rede de agências permanece aberta ao público.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou, em decisão liminar no sábado (12), a manutenção de 80% do efetivo em atividade em cada unidade ou estabelecimento dos Correios durante a greve. A determinação abrange trabalhadores das áreas de atendimento, tratamento, transporte, distribuição e setores administrativos ou de suporte indispensáveis à continuidade dos serviços. O julgamento do dissídio coletivo está marcado para 21 de setembro, às 13h30, e as partes ainda podem chegar a um acordo antes da sessão.

A paralisação foi aprovada por sindicatos de diferentes estados e regiões do país, incluindo o Ceará. Enquanto a greve continuar, a FINDECT orienta as entidades filiadas a manterem a mobilização, mas afirma que permanece aberta ao diálogo. Para situações específicas, os clientes podem procurar os Correios pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210 ou pelos canais digitais da empresa.

A greve ocorre em meio a uma situação financeira delicada dos Correios, que acumulam 15 trimestres consecutivos de prejuízo. No primeiro semestre de 2026, a empresa registrou resultado negativo de R$ 5,6 bilhões. A estatal também aguarda um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, previsto para ser recebido até 15 de setembro, após já ter contratado R$ 12 bilhões em recursos no fim do ano passado.