Cerca de 2 milhões de pessoas trabalharam por meio de aplicativos no Brasil em 2025, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa 1,9% do total de ocupados no país e inclui trabalhadores de transporte, entregas e prestação de serviços por plataformas digitais.
Do total, aproximadamente 1,2 milhão atuavam com transporte de passageiros, o equivalente a 58,9% dos trabalhadores plataformizados. Desse grupo, 1,1 milhão utilizavam aplicativos como Uber e 99, enquanto 232 mil trabalhavam exclusivamente com plataformas de táxi. Outros 376 mil eram entregadores e 313 mil prestavam serviços gerais ou profissionais por aplicativos.
A pesquisa mostra que os trabalhadores de plataformas tinham jornada média de 44,7 horas por semana, contra 39,3 horas entre os demais ocupados do setor privado. Apesar de o rendimento mensal médio ser praticamente igual, em torno de R$ 3,1 mil, o rendimento por hora dos plataformizados era 12% menor: R$ 16,20 contra R$ 18,40.
A informalidade também era maior entre os trabalhadores de aplicativos. Segundo o IBGE, 72,1% estavam na informalidade em 2025, enquanto o índice entre os demais trabalhadores era de 42,7%. A cobertura previdenciária alcançava 34% dos plataformizados, contra 63% dos não plataformizados.
Entre os trabalhadores que tinham os aplicativos como principal ocupação, 84,4% eram homens e 47% tinham entre 25 e 39 anos. Para motoristas de aplicativos e entregadores, o principal motivo apontado para trabalhar pelas plataformas foi a dificuldade de encontrar outro emprego, seguido pela busca por flexibilidade e por rendimentos maiores.







