A produção industrial brasileira cresceu 0,2% na passagem de junho para julho de 2026, interrompendo dois meses consecutivos de queda. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). No acumulado do ano, a indústria registra alta de 1,1%, enquanto o crescimento em 12 meses chega a 0,6%.
Apesar do resultado mensal positivo, na comparação com julho de 2025 houve recuo de 0,5%. A média móvel trimestral, que ajuda a acompanhar a tendência recente da atividade industrial, caiu 0,8%. Segundo o IBGE, o crescimento acumulado em 12 meses representa uma “ligeira perda de ritmo” em relação ao resultado registrado até junho, de 0,7%.
Entre as quatro grandes categorias econômicas, três tiveram avanço de junho para julho. A produção de bens de consumo duráveis aumentou 3,2%, enquanto bens de capital cresceram 2,4% e bens de consumo semi e não duráveis tiveram alta de 0,5%. Já a produção de bens intermediários recuou 0,2%.
Das 25 atividades pesquisadas pelo IBGE, 13 apresentaram crescimento no período. Os principais avanços foram registrados em equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (12,2%), outros equipamentos de transporte (11,2%), produtos do fumo (11,1%), coque, derivados do petróleo e biocombustíveis (1,1%) e produtos alimentícios (1%). No lado negativo, a indústria extrativa caiu 1%, enquanto impressão e reprodução de gravações teve recuo de 17,2%.
Com o resultado de julho, a produção industrial ficou 2,1% acima do nível registrado antes da pandemia de Covid-19, em fevereiro de 2020, mas ainda está 15% abaixo do recorde alcançado em maio de 2001. O índice de difusão do IBGE apontou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados tiveram desempenho positivo entre junho e julho, o segundo maior resultado do ano, atrás apenas dos 80,6% registrados em março.








