Ambientalistas, trabalhadores de diferentes setores e movimentos sociais realizam, neste domingo (30), um ato em defesa da Chapada do Araripe. A manifestação acontece a partir das 17h, na Praça Siqueira Campos, no Crato, e reúne diferentes grupos em defesa da preservação ambiental da região.
A mobilização ocorre após a aprovação do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Chapada do Araripe. O documento destina 89,86% do território, cerca de 914 mil hectares, à chamada Zona de Produção, onde são permitidas atividades produtivas em grande escala, como o agronegócio.
Ambientalistas reconhecem a importância da conclusão do plano, mas defendem ajustes para ampliar a proteção de áreas consideradas estratégicas para a biodiversidade e os recursos hídricos. A Chapada está localizada na divisa entre Ceará, Pernambuco e Piauí e possui papel importante na preservação das nascentes e no equilíbrio ambiental do semiárido.
A região também abriga espécies ameaçadas, como o soldadinho-do-araripe, além da Floresta Nacional do Araripe (Flona Araripe), considerada a primeira floresta nacional criada no Brasil. Os organizadores alertam para os impactos do avanço do desmatamento e da monocultura sobre o território.
O ato pretende reunir associações, coletivos, organizações ambientais, pontos de cultura, pesquisadores, trabalhadores rurais, parlamentares e outros setores da sociedade. Os participantes são convidados a levar faixas, cartazes, instrumentos musicais e estandartes para a manifestação.








