Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões na Margem Equatorial até 2030, mas exploração ainda depende de licença ambiental

Plano de negócios prevê a perfuração de 15 poços na região; três, na costa do Amapá, ainda aguardam autorização do Ibama

A Petrobras prevê investir US$ 2,5 bilhões na perfuração de 15 poços na Margem Equatorial até 2030, como parte do Plano de Negócios 2026-2030. O montante representa 37,5% dos recursos destinados pela estatal à exploração de petróleo e gás no período.

A região, que se estende pelo litoral do Norte e Nordeste, é considerada estratégica pela Petrobras diante da necessidade de ampliar as reservas nacionais e buscar novas áreas produtoras para os próximos anos. No entanto, o avanço das atividades depende do cumprimento das exigências ambientais e da obtenção das licenças necessárias.

Entre os projetos previstos, três poços na costa do Amapá ainda aguardam licenciamento ambiental. A Petrobras já protocolou junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) o pedido para realizar as perfurações.

Licença ambiental ainda é o principal obstáculo

O processo de licenciamento não foi concluído. O Ibama analisa informações complementares apresentadas pela Petrobras em 14 de agosto de 2026, consideradas necessárias para a avaliação dos impactos e dos mecanismos de segurança previstos para a operação.

Entre os documentos estão ajustes em planos de proteção da fauna marinha, medidas de resposta a possíveis emergências e estudos sobre impactos cumulativos da exploração.

Enquanto a análise não for concluída, os três poços não poderão iniciar as atividades.

A discussão sobre a Margem Equatorial ganhou força nos últimos anos diante das expectativas de existência de grandes reservas de petróleo na região. A Petrobras considera a área importante para garantir a reposição de reservas e sustentar a produção nacional no longo prazo.