Uma policial militar de 27 anos foi presa nesta terça-feira (11) suspeita de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva, também de 27 anos, encontrado carbonizado dentro de um carro em chamas no bairro Ancuri, em Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza. A soldado Júlia Natália Girão Gomes foi autuada em flagrante por homicídio e, segundo a investigação, teria tido um relacionamento amoroso com a vítima.
O corpo de Raphael foi localizado depois que uma testemunha acionou as forças de segurança ao perceber um veículo em chamas na região. O Corpo de Bombeiros controlou o incêndio e encontrou o corpo no interior do automóvel. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) realizou os levantamentos e, segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), identificou lesões provocadas por disparos de arma de fogo enquanto a vítima ainda estava viva, seguidas pela carbonização do corpo.
Júlia foi encontrada por moradores com as mãos amarradas em uma área de mata próxima à BR-116, nas imediações do local onde o corpo de Raphael foi localizado. A Polícia Civil, porém, suspeita que a situação tenha sido forjada para que a policial se apresentasse como vítima. Uma imagem de câmera de segurança obtida pela TV Verdes Mares mostra Júlia na oficina de propriedade do marido às 8h52 de terça-feira, contrariando a versão apresentada por ela em depoimento sobre estar amarrada próximo ao local naquele horário.
A policial ingressou na Polícia Militar do Ceará em novembro de 2024 e trabalhava no mesmo batalhão que Raphael. O soldado havia entrado na corporação em junho de 2022 e estava lotado na 2ª Companhia do 16º Batalhão de Polícia Militar. Júlia já respondia a processos por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e participação em organização criminosa.
O marido da policial também é investigado por possível participação no homicídio e foi ouvido por policiais civis no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Fortaleza. Ele responde por crimes como estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, participação em organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.
A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios Contra Agentes de Segurança Pública (DHASP), que realiza diligências e novas oitivas para esclarecer a dinâmica e a motivação do crime. A SSPDS informou ainda que os exames da Pefoce não identificaram amputação traumática no corpo de Raphael.







