A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), a operação Rede Interrompida para desarticular um grupo suspeito de planejar um atentado com explosivos durante um debate presidencial das eleições de 2026.
As investigações tiveram início após um relatório do Laboratório de Operações Cibernéticas (CiberLab) identificar comunicações em que integrantes do grupo discutiam a fabricação de explosivos, invasão de prédios públicos e estratégias de atuação durante o período eleitoral.
Segundo a polícia, as conversas monitoradas continham referências à seleção de alvos, recrutamento de participantes em diferentes estados, análise de mapas, plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de edifícios em Brasília, além do compartilhamento de manuais para produção de artefatos explosivos.
Ao todo, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Durante a operação, os agentes apreenderam armas de fogo, facas, canivetes e anotações com referências ao nazismo e a grupos extremistas racistas. Entre os materiais encontrados também havia um chapéu semelhante ao utilizado pela organização supremacista Ku Klux Klan.
A investigação apura, inicialmente, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. Até o momento, o caso não foi enquadrado na Lei Antiterrorismo.
De acordo com a PCDF, o material apreendido será analisado para identificar possíveis novos envolvidos, conexões interestaduais e o estágio de execução dos planos investigados.








