O Brasil registrou em 2025 a menor taxa de analfabetismo desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Educação. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 4,9% da população com 15 anos ou mais não sabia ler e escrever, o equivalente a cerca de 8,4 milhões de pessoas. É a primeira vez que o índice fica abaixo de 5%.
Apesar do avanço, o levantamento aponta que as desigualdades regionais permanecem expressivas. O Nordeste concentra mais da metade dos analfabetos do país, com aproximadamente 4,8 milhões de pessoas nessa condição e taxa de 10,6%, mais que o dobro da média nacional. O Norte também apresentou índice acima da média, enquanto Sul e Sudeste registraram os menores percentuais.
A pesquisa mostra ainda que o analfabetismo continua mais presente entre a população idosa. Pessoas com 60 anos ou mais representam 58% do total de analfabetos do país, com taxa de 13,8%. As diferenças raciais também permanecem significativas, com índices mais elevados entre pretos e pardos em comparação à população branca.
Além da redução do analfabetismo, os dados revelam avanços na escolaridade da população brasileira. Mais da metade dos pretos e pardos com 25 anos ou mais concluiu pelo menos o ensino médio pela primeira vez. O percentual de brasileiros com ensino superior completo também cresceu, alcançando 21,4% em 2025, enquanto a média de anos de estudo da população adulta chegou a 10,2 anos.










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