China rejeita acusações de trabalho forçado e critica nova tarifa proposta pelos EUA

A China criticou, nesta quarta-feira (3), a proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifas adicionais sobre importações de cerca de 60 economias, incluindo o Brasil e o próprio território chinês. A medida foi anunciada após uma investigação americana concluir que esses países falharam em combater a importação de produtos produzidos com trabalho forçado.

Em resposta, o governo chinês negou as acusações e afirmou que não existe trabalho forçado no país. A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, declarou que Pequim se opõe ao uso do tema como justificativa para ações políticas e comerciais unilaterais.

A proposta do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) prevê uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos de países que, segundo Washington, não adotam mecanismos eficazes para impedir a entrada de mercadorias produzidas em condições de trabalho forçado. O Brasil está entre as nações citadas no relatório.

A medida ainda não entrou em vigor. O governo norte-americano abriu período para consultas públicas até o dia 6 de julho e realizará audiências em 7 de julho antes de decidir sobre a implementação das tarifas.

Além da China, a União Europeia também contestou a proposta, classificando as tarifas como injustificadas. O tema amplia as tensões comerciais internacionais e gera preocupação entre governos e setores econômicos que podem ser impactados pelas novas barreiras comerciais dos Estados Unidos.


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