O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta, terão uma reunião nesta segunda-feira (25) para discutir os últimos pontos da proposta que prevê o fim da jornada de trabalho 6×1. A expectativa é de que o texto final seja concluído ainda hoje.
O principal impasse envolve a regra de transição para a redução da carga horária semanal. O relatório da PEC deve ser apresentado pelo deputado Leo Prates, com participação dos ministros Luiz Marinho e José Guimarães nas negociações.
A proposta prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial e com garantia de dois dias de descanso. O governo defende que a mudança entre em vigor imediatamente após aprovação do Congresso, enquanto setores empresariais e parlamentares do centrão defendem um período de adaptação entre dois e cinco anos.
Duas emendas chegaram a sugerir uma transição de dez anos, mas a ideia enfrenta resistência do relator. Segundo Leo Prates, um prazo tão longo descaracterizaria a proposta. Parte das lideranças do centrão já recuou da defesa desse modelo após repercussão negativa.
A intenção de Hugo Motta é votar a PEC ainda nesta semana na Câmara e encaminhar o texto ao Senado. Para aprovação no plenário, serão necessários ao menos 308 votos em dois turnos.









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