O fóssil cearense Irritator challengeri será devolvido ao Brasil pela Alemanha após mais de três décadas fora do país. O exemplar foi descoberto na Chapada do Araripe, no Cariri cearense, mas estava desde 1991 no Museu Estatal de História Natural de Stuttgart, após ter sido vendido irregularmente por um comerciante particular.
O anúncio da devolução foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores em conjunto com autoridades alemãs e marca um avanço no processo de repatriação de fósseis brasileiros levados ao exterior de forma ilegal.
Segundo a legislação brasileira de 1942, fósseis encontrados no território nacional pertencem ao Estado e não podem ser comercializados sem autorização oficial.
O processo contou com participação do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, que auxiliou nas articulações internacionais para garantir o retorno da peça ao país.
A previsão é que o fóssil retorne ao Brasil nos próximos meses, após a conclusão dos trâmites burocráticos e da logística especializada para o transporte do material paleontológico.
Quando chegar ao Ceará, o exemplar deverá integrar o acervo do Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens.
O Irritator challengeri viveu há cerca de 110 milhões de anos, durante o período Cretáceo, e media aproximadamente 6,5 metros de comprimento. O dinossauro carnívoro ficou conhecido mundialmente após pesquisadores identificarem adulterações feitas por contrabandistas no crânio fossilizado, que recebeu preenchimentos de gesso para aumentar seu valor comercial.
O nome “Irritator” surgiu justamente da irritação dos cientistas ao descobrirem as modificações feitas na peça. Já o termo “challengeri” homenageia o personagem Professor Challenger, da obra “O Mundo Perdido”, escrita por Arthur Conan Doyle.









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