Atuação de Moraes nos bastidores é apontada como fator na rejeição de Jorge Messias ao STF

A rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal segue repercutindo nos bastidores de Brasília e ganha novos contornos com relatos de articulações internas envolvendo ministros da Corte e lideranças políticas. A votação no Senado Federal representou uma derrota significativa para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que havia indicado Messias para a vaga.

Segundo informações de bastidores, o ministro Alexandre de Moraes teria atuado de forma indireta para reforçar a rejeição ao nome do advogado-geral da União. A movimentação teria ocorrido em articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, além de envolver interlocuções com parlamentares em meio ao processo de votação.

A atuação também teria impacto no equilíbrio interno do STF. Isso porque Messias contava com o apoio do ministro André Mendonça, e sua eventual aprovação poderia alterar a correlação de forças dentro da Corte. Mendonça, inclusive, atuou nos bastidores para tentar viabilizar votos favoráveis à indicação, especialmente entre parlamentares de perfil conservador.

No governo, aliados avaliam que houve resistência de uma ala do Supremo à indicação. Nomes como Flávio Dino e Gilmar Mendes também são citados como críticos à escolha. A preferência de parte da Corte por outros nomes, como o senador Rodrigo Pacheco, teria contribuído para o isolamento político de Messias.

Com apenas 34 votos favoráveis, a indicação acabou rejeitada, marcando um episódio raro na história recente. A decisão aprofundou a crise política entre Executivo, Legislativo e Judiciário, e evidencia disputas internas que vão além da escolha de um ministro, envolvendo influência, poder e os rumos das instituições no país.

Agência News Cariri com informações da CNN Brasil/ Gustavo Uribe e G1/ Malu Gaspar 


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