A taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O índice é superior ao registrado no último trimestre de 2025 (5,1%), mas representa o menor nível para um primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.
Apesar da alta em relação ao trimestre anterior, o número mostra melhora na comparação anual. Nos três primeiros meses de 2025, a taxa de desocupação era de 7%. Ainda assim, o total de pessoas em busca de trabalho chegou a 6,6 milhões, um aumento de 19,6% frente ao fim do ano passado.
O número de pessoas ocupadas foi estimado em 102 milhões, o que representa queda de 1 milhão em relação ao trimestre anterior, mas crescimento de 1,5 milhão na comparação com o mesmo período de 2025. Segundo o IBGE, esse movimento é influenciado por fatores sazonais, como a redução de vagas temporárias após o fim do ano.
Setores como comércio, administração pública e serviços domésticos registraram queda no número de ocupados no período. Nenhuma das atividades analisadas apresentou crescimento, refletindo o comportamento típico do início do ano no mercado de trabalho.
Por outro lado, houve redução na informalidade, que caiu para 37,3% da população ocupada, o equivalente a 38,1 milhões de trabalhadores. O número de empregados com carteira assinada se manteve estável no trimestre e apresentou crescimento em relação ao ano anterior, enquanto o trabalho sem carteira teve leve recuo.









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