Lideranças indígenas de diversas regiões do país estão reunidas em Brasília para a 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), considerada a maior mobilização indígena do Brasil. O movimento reúne mais de seis mil participantes e tem como principal expectativa um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de avanços concretos na pauta da demarcação de terras indígenas.
De acordo com representantes da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), há diálogo em andamento com o governo federal para que Lula visite o acampamento ainda nesta semana. A intenção é discutir ações prioritárias para 2026, especialmente no que diz respeito à regularização de territórios e à proteção das comunidades indígenas em todo o país.
As lideranças destacam que existe um passivo significativo de terras que já possuem estudos técnicos e jurídicos concluídos. Segundo dados apresentados ao governo, mais de 100 territórios estariam aptos à regularização. Ainda assim, o número de homologações recentes é considerado insuficiente diante da demanda histórica, mesmo com avanços registrados nos últimos anos.
Outro ponto de preocupação levantado durante o encontro é o aumento da violência, especialmente contra mulheres indígenas. Representantes afirmam que há maior vulnerabilidade em áreas próximas às aldeias, o que reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à segurança e proteção dessas populações.
Durante a programação do ATL, estão previstas duas marchas até a Praça dos Três Poderes, com o objetivo de pressionar autoridades por respostas mais rápidas. Com o lema “Demarca Lula”, o movimento busca acelerar decisões que dependem diretamente do Executivo, como homologações e portarias do Ministério da Justiça, consideradas fundamentais para garantir os direitos territoriais dos povos indígenas.










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