O Banco Central do Brasil manteve em 1,6% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (26). A instituição aponta, no entanto, aumento das incertezas econômicas, principalmente em função dos impactos de conflitos no Oriente Médio.
De acordo com o documento, a continuidade das tensões internacionais pode gerar um choque negativo de oferta, pressionando a inflação e reduzindo o ritmo da atividade econômica. Ainda assim, alguns setores, como o petrolífero, podem ser beneficiados pela alta dos preços globais de energia.
O BC também projeta que a inflação deve subir até o fim de 2026, encerrando o ano em torno de 3,6%, acima da meta central de 3% definida pelo Conselho Monetário Nacional. A partir de 2027, a expectativa é de desaceleração gradual, com o índice recuando para cerca de 3,1% até 2028.
Em relação à política monetária, a taxa básica de juros (Selic) segue como principal instrumento de controle inflacionário. Após um ciclo de altas iniciado em 2024, o BC reduziu recentemente a taxa para 14,75% ao ano, mas não descarta interromper o processo de queda diante do cenário externo mais instável.
O relatório também indica expansão de 9% no crédito em 2026, embora em ritmo menor que nos anos anteriores, refletindo os efeitos da política de juros elevados. Já o déficit em transações correntes deve ficar em US$ 58 bilhões, financiado principalmente por investimentos estrangeiros diretos no país.










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