Caminhoneiros decidiram descartar a realização de uma paralisação nacional após a publicação da Medida Provisória 1.343/2026 e de novas resoluções da Agência Nacional de Transportes Terrestres. As medidas criam mecanismos para garantir o cumprimento do piso mínimo do frete, uma das principais reivindicações da categoria desde a greve de 2018.
As normas estabelecem punições para empresas que pagarem abaixo do valor mínimo e impedem a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (Ciot) em contratos irregulares, o que torna o transporte ilegal. As resoluções regulamentam a medida provisória, que já está em vigor e segue em análise no Congresso Nacional do Brasil.
A decisão de não paralisar ocorreu após reunião de representantes da categoria com o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, em Brasília. Segundo lideranças, o avanço nas negociações e a criação de mecanismos de fiscalização atenderam demandas históricas dos caminhoneiros.
O governo também afirmou que os valores do frete serão reajustados sempre que houver variação igual ou superior a 5% no preço do diesel. Representantes da categoria destacaram que o cumprimento do piso mínimo garante melhores condições de trabalho e reduz a necessidade de mobilizações, enquanto o governo se comprometeu a manter o diálogo e evitar retrocessos na proposta.









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