Na última reunião, o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, mas deixou claro que os próximos passos serão definidos “ao longo do tempo”, conforme novas informações forem incorporadas às análises. O BC cita como fator de preocupação o agravamento das tensões no Oriente Médio e seus possíveis impactos sobre a inflação.
Segundo a ata, embora houvesse sinais anteriores de desaceleração da atividade e alívio inflacionário, o aumento da instabilidade internacional mudou a leitura do cenário. Com isso, o comitê avalia que será necessário manter serenidade, firmeza e prudência na condução da política monetária.
O documento também destaca que as expectativas de inflação voltaram a subir e seguem acima da meta em todos os horizontes analisados. Para o Banco Central, esse ambiente exige uma política monetária mais restritiva por mais tempo, a fim de evitar custos maiores no controle dos preços.
Além do cenário externo, o Copom voltou a chamar atenção para a importância da disciplina fiscal no país. Segundo o BC, dúvidas sobre a trajetória da dívida pública e o enfraquecimento de reformas estruturais podem pressionar os juros e dificultar ainda mais o processo de desinflação.
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