O Supremo Tribunal Federal formou maioria nesta quinta-feira (5) para negar o pedido de prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. Até o momento, o placar está em 3 votos a 0 para manter o ex-chefe do Executivo preso na unidade conhecida como Papudinha, no Distrito Federal, onde cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão.
O voto mais recente foi do ministro Cristiano Zanin, que acompanhou a decisão já apresentada pelo relator do caso, Alexandre de Moraes. O ministro Flávio Dino também seguiu o mesmo entendimento. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma da Corte, e a ministra Cármen Lúcia ainda pode registrar voto até o fim do dia.
Ao negar o pedido da defesa, Moraes afirmou que a unidade prisional oferece atendimento médico adequado às condições de saúde de Bolsonaro. Segundo o ministro, o local conta com acompanhamento médico contínuo, sessões de fisioterapia, possibilidade de atividades físicas e assistência religiosa.
Outro ponto citado na decisão foi a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica atribuída ao ex-presidente no ano passado, o que, segundo o relator, também pesa contra a concessão do benefício. Bolsonaro cumpre pena em uma cela adaptada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, área próxima ao Complexo Penitenciário da Papuda.
O ex-presidente foi condenado em setembro de 2025 pela Primeira Turma do STF por liderar uma organização criminosa com objetivo de tentar um golpe de Estado. A decisão também o responsabilizou pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, quando sedes dos Três Poderes foram invadidas e depredadas em Brasília.
Agência News Cariri









