A CPI do Crime Organizado deve ouvir nesta terça-feira (3) o empresário João Carlos Falbo Mansur, fundador do grupo Reag Investimentos. Ele foi convocado pela comissão, o que torna o comparecimento obrigatório. A empresa entrou no radar da Polícia Federal por suspeitas de envolvimento em operações de lavagem de dinheiro investigadas na Operação Carbono Oculto, que apura esquema ligado ao setor de combustíveis com suposta participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, fundos administrados pela Reag teriam sido utilizados para movimentações financeiras consideradas atípicas. Em setembro de 2025, a empresa foi alvo de ações da PF no âmbito da Carbono Oculto. À época, a Receita Federal apontou a existência de ao menos 40 fundos sob suspeita, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões.
Em janeiro deste ano, a Reag também foi citada na Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A suspeita é que fundos estruturados com participação da empresa teriam sido usados para inflar resultados e ocultar riscos. O presidente do banco, Daniel Vorcaro, chegou a ser preso por 11 dias, e a instituição foi liquidada pelo Banco Central.
Já o depoimento do ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ainda é incerto. A convocação aprovada pela comissão foi transformada em convite pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, tornando a presença facultativa e assegurando o direito ao silêncio caso ele decida comparecer. A diferença é que, enquanto a convocação impõe obrigatoriedade, o convite permite que o depoente participe de forma voluntária.









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