Superávit do Governo Central atinge R$ 86,9 bilhões em janeiro e supera expectativa do mercado

O Tesouro Nacional informou que o Governo Central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026. O resultado, que reúne as contas do Tesouro, da Previdência Social e do Banco Central, é superior ao registrado no mesmo período de 2025, quando o saldo positivo foi de R$ 85,1 bilhões. Apesar do crescimento nominal, houve queda real de 2,2%, quando descontada a inflação.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação federal, que alcançou níveis recordes no período. O Tesouro e o Banco Central tiveram superávit conjunto de R$ 107,5 bilhões, enquanto a Previdência Social apresentou déficit de R$ 20,6 bilhões. Ainda assim, o resultado geral superou a previsão do mercado financeiro, que estimava saldo positivo de R$ 84,7 bilhões.

Entre os principais fatores que contribuíram para o crescimento das receitas estão o aumento da arrecadação com imposto de renda, o avanço do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o crescimento das receitas previdenciárias e a ampliação de outras fontes administradas pela Receita Federal. Esses números refletem, em parte, o aquecimento do mercado de trabalho e o maior volume de operações financeiras no país.

Por outro lado, o aumento das despesas públicas também influenciou o resultado. Houve elevação nos gastos com benefícios previdenciários, em função do aumento do número de beneficiários e do reajuste do salário mínimo, além de maiores despesas com pessoal e encargos sociais. Ainda assim, algumas reduções, como nos gastos com seguro-desemprego e programas sociais, ajudaram a conter o avanço das despesas totais.

O resultado primário representa a diferença entre receitas e despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida pública, e é um dos principais indicadores da saúde fiscal do país. A meta do governo federal para 2026 é alcançar superávit de R$ 34,3 bilhões, com margem de tolerância que permite resultado entre zero e até R$ 68,6 bilhões. O desempenho de janeiro fortalece o início do ano fiscal e indica cenário positivo para o cumprimento da meta estabelecida.


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