Empresária e influenciadora é encontrada morta em residência no interior do Ceará

A morte de uma jovem empresária registrada no interior do Ceará está sendo investigada como feminicídio pela Polícia Civil. A vítima, Ana Karolina Sousa, de 31 anos, foi encontrada sem vida dentro da residência onde morava, no município de Itapipoca.

Conhecida na cidade pela atuação no setor de estética, Ana Karolina conciliava a rotina de empreendedora com os estudos em biomedicina e a produção de conteúdo nas redes sociais, onde reunia mais de 12 mil seguidores. Ela também era mãe de uma menina de 7 anos, presença constante em suas publicações.

Crime veio à tona após silêncio incomum

O corpo foi localizado na noite de sábado (14), depois que familiares estranharam a falta de contato ao longo do dia. Um parente decidiu ir até o imóvel e encontrou a empresária já sem vida. Segundo informações preliminares, havia marcas de agressões físicas e ferimentos provocados por faca.

Horas antes, Ana Karolina havia compartilhado registros em um show do cantor Luan Santana, realizado durante o Carnaval no município de Paracuru. Após o evento, ela retornou para casa.

Ex-companheiro é apontado como suspeito

De acordo com familiares, a empresária estava separada há cerca de três meses e enfrentava um processo de divórcio. O ex-marido é apontado como principal suspeito do crime. Ele teria deixado o local em uma motocicleta e segue sendo procurado.

A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil de Itapipoca, que realiza diligências para esclarecer as circunstâncias do caso e localizar o suspeito.

Quem era Ana Karolina

Empresária no ramo de extensão de cílios, Ana Karolina também ministrava cursos e palestras na área da beleza. Nas redes sociais, compartilhava a rotina profissional, a trajetória acadêmica e momentos ao lado da filha.

O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher. O feminicídio é caracterizado quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou por menosprezo à condição de mulher, sendo considerado circunstância qualificadora do crime de homicídio, com pena mais severa prevista na legislação brasileira.

As investigações seguem em andamento


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