Prata dispara mais de 200% em um ano, supera o ouro, mas segue com papel distinto no mercado

A prata teve uma valorização expressiva de quase 225% em um ano, superando com folga o desempenho do ouro no mesmo período, impulsionada por um cenário global marcado por fortes incertezas geopolíticas e mudanças nas expectativas econômicas. Em janeiro de 2025, o metal era negociado a cerca de US$ 31 e, um ano depois, ultrapassou os US$ 100, enquanto o ouro avançou cerca de 75%, segundo dados de mercado.

Especialistas explicam que a disparada dos metais preciosos está ligada à busca por ativos considerados porto seguro diante de tensões internacionais, como conflitos armados e disputas geopolíticas recentes. Além disso, a expectativa de juros reais mais baixos no médio prazo reduz o custo de oportunidade de manter metais na carteira, tornando-os mais atrativos frente a ativos de renda fixa.

Apesar da forte alta, analistas destacam que a prata cumpre um papel diferente do ouro. Enquanto o ouro é visto principalmente como reserva de valor e proteção patrimonial, a prata possui um componente industrial relevante, sendo amplamente utilizada em setores como energia solar, eletrônicos e semicondutores. Essa característica torna o metal mais volátil, já que seu preço também responde ao ciclo econômico e à demanda da indústria.

Para o investidor, a recomendação é entender a função dos metais preciosos na carteira. Eles não devem ser encarados como instrumentos de ganho rápido, mas como ferramentas de diversificação e proteção em cenários de incerteza. A exposição pode ser feita por meio de ETFs e outros ativos financeiros lastreados em metais, evitando custos e riscos associados à posse física.


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