O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% em dezembro de 2025 e encerrou o ano com inflação acumulada de 4,26%, segundo dados divulgados pelo IBGE. O resultado ficou abaixo do teto da meta de inflação, fixado em 4,5% pelo Conselho Monetário Nacional, e representou o menor índice anual desde 2018.
A inflação de 2025 foi fortemente influenciada pelo grupo Habitação, que acumulou alta de 6,79% e respondeu pelo maior impacto no índice anual, impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial, que subiu 12,31% no ano. Educação, Saúde e cuidados pessoais e Despesas pessoais também contribuíram de forma significativa para o resultado.
Por outro lado, o grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no IPCA, apresentou desaceleração expressiva, passando de 7,69% em 2024 para 2,95% em 2025. A queda nos preços de itens como arroz e leite longa-vida ajudou a conter a inflação, refletindo maior oferta de alimentos ao longo do ano.
Em dezembro, o maior impacto mensal veio do grupo Transportes, com alta de 0,74%, puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e do transporte por aplicativo. Já o grupo Habitação teve queda no mês, influenciado pela redução no custo da energia elétrica, em razão da mudança na bandeira tarifária.










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