O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva calcula ter 57 votos no Senado para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A estimativa foi apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da proposta, e supera em oito votos o mínimo necessário para a aprovação.
Por se tratar de uma mudança na Constituição, a PEC precisa receber ao menos 49 votos favoráveis, o equivalente a três quintos dos 81 senadores, em dois turnos de votação. “Se colocar para votar, passa”, afirmou Reginaldo Lopes ao comentar a contagem feita por aliados do governo.
A proposta chega nesta quinta-feira (8) ao terceiro dia das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno. As reuniões seguintes ainda precisam ser realizadas, embora exista a possibilidade de o calendário ser alterado caso o plenário aprove um requerimento para acelerar a tramitação.
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), começou a recolher assinaturas para apresentar um requerimento de calendário especial. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou que, caso o pedido seja formalizado, será submetido à análise dos parlamentares.
Pelo cronograma atual, Reginaldo Lopes avalia que a votação em primeiro turno pode ocorrer na próxima quarta-feira (14). Se aprovada, a PEC ainda precisará passar por novas sessões de discussão e por uma segunda votação no Senado antes de seguir para as demais etapas do processo legislativo.







