Derrota de aliados no Amapá enfraquece Alcolumbre e pode dificultar reeleição no Senado

O resultado das eleições no Amapá trouxe perdas políticas para o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pode dificultar sua tentativa de permanecer no comando da Casa em 2027. Aliados do senador foram derrotados na disputa pelo governo estadual e pelas duas vagas ao Senado, enquanto adversários de seu grupo político conquistaram os principais cargos em disputa.

Na eleição para governador, Dr. Furlan (PSD), principal adversário político de Alcolumbre no estado, foi eleito no primeiro turno com mais de 62% dos votos. Ele derrotou o atual governador Clécio Luís (União), que tinha o apoio de Alcolumbre. O resultado marcou a mudança no comando político do Amapá a partir de 2027.

A derrota também alcançou a disputa pelo Senado. Rayssa Furlan (Podemos), esposa do governador eleito, ficou com uma das vagas, enquanto Lucas Barreto (PSD) foi reeleito. Randolfe Rodrigues (PT), aliado de Alcolumbre e atual líder do governo no Congresso, terminou em terceiro, com 18,55%. A candidata apoiada diretamente pelo presidente do Senado, Alliny Serrão (União), ficou em quinto, com 9,68%.

No cenário nacional, o resultado das urnas também alterou a composição política do Senado e fortaleceu o PL. Segundo avaliações atribuídas a integrantes do STF, esse novo quadro pode aumentar a pressão sobre Alcolumbre na disputa pela presidência da Casa. Entre os nomes que aparecem nas articulações está o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, que conta com apoio de setores bolsonaristas para a sucessão.

Além da disputa pelo comando do Senado, o resultado no Amapá pode ter efeitos sobre a trajetória política de Alcolumbre no longo prazo. O senador tem mandato até 2030, mas a perda de espaço de seu grupo no estado é apontada como um sinal de mudança na correlação de forças políticas em seu principal reduto eleitoral.