Câmara terá 35,6% de renovação e maior bancada feminina da história

A Câmara dos Deputados terá 183 novos parlamentares na próxima legislatura, o equivalente a 35,67% das 513 cadeiras. Os deputados foram eleitos no domingo (4) e vão exercer mandato entre 1º de fevereiro de 2027 e 31 de janeiro de 2031. Outros 301 parlamentares foram reeleitos e 29 ex-deputados que já haviam passado pela Casa voltarão ao Legislativo.

O índice de renovação ficou abaixo do registrado nas eleições de 2022, quando 39,3% das cadeiras foram ocupadas por novos deputados. A composição eleita também apresenta mudanças nos recortes de raça e gênero. Parlamentares autodeclarados pretos e pardos ocuparão 135 vagas, 26,3% do total, quatro cadeiras a menos que na legislatura anterior.

Entre os parlamentares indígenas, três foram eleitos para a próxima legislatura: Paulo Guedes (PT-MG), Juliana Cardoso (PT-SP) e Sônia Guajajara (PSol-SP). O número representa redução em relação a 2022, quando cinco indígenas conquistaram cadeiras na Câmara. Ao mesmo tempo, a bancada feminina atingiu o maior número da história, com 108 mulheres eleitas, 17 a mais que as 91 escolhidas em 2022.

O PL terá a maior bancada da Câmara, com 121 deputados, 24 a mais que na eleição anterior. Na sequência aparecem a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, com 88 parlamentares, e a Federação União Progressista, de União Brasil e PP, com 87. PSD terá 43 deputados; Republicanos, 41; MDB, 36; Podemos, 27; PSB e Federação PSol/Rede, 15 cada; PSDB/Cidadania, 11; Novo, 10; PRD/Solidariedade, 7; PDT, 6; Avante, 5; e Missão, 1.

A eleição também registrou marcas entre os candidatos mais votados. Nikolas Ferreira (PL-MG), de 30 anos, superou 3,11 milhões de votos e se tornou o deputado federal mais votado da história do país, ultrapassando a marca que havia alcançado em 2022. Lucas Pavanato (PL-SP), de 28 anos, ficou em segundo lugar, com 3.038.438 votos, enquanto Erika Hilton (PSol-SP), reeleita com 1.596.472 votos, teve a maior votação entre as mulheres.