Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro e obtidas pela Polícia Federal apontam a existência de um contrato de advocacia de R$ 427 milhões relacionado ao Banco Master e à chamada “Turma do KN”. Segundo as mensagens, as iniciais fariam referência ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto o grupo incluiria o desembargador Newton Ramos e a advogada Camilla Ramos.
O contrato foi firmado com o escritório de Camilla Ramos para atuar em 12 processos envolvendo o Banco Master e a União. O documento prevê honorários equivalentes a 5% dos valores recebidos pelo banco nas ações, o que poderia chegar a R$ 427 milhões em caso de resultado favorável.
As mensagens também fazem referência a processos relacionados a precatórios que poderiam liberar R$ 8,5 bilhões ao banco. Em uma conversa de junho de 2025, Camilla Ramos citou um voto de Nunes Marques ao comemorar uma decisão favorável. As trocas também indicam que Newton Ramos teria intermediado pedidos relacionados ao ministro junto a Vorcaro.
Kassio Nunes Marques negou qualquer relação com Vorcaro e afirmou que nunca autorizou terceiros a falar em seu nome. O ministro classificou a divulgação das mensagens como uma “tentativa de criar narrativa para incriminá-lo” e disse que os processos julgados por ele no STF não tinham relação com as ações sobre precatórios mencionadas nas conversas.
Em nota, Newton Ramos afirmou que mantinha uma relação pessoal com Vorcaro e que pedidos relacionados a imóveis e transportes ocorreram em razão de sua participação em uma empresa. “Tratou-se de situação privada articulada com a profissional que presta serviços para o referido banco, sem qualquer vínculo com funções públicas”, declarou. Ele também afirmou que nunca julgou causa de interesse do Banco Master.








