O mercado financeiro voltou a reduzir a expectativa para a inflação brasileira em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,30% para 5,16%, registrando a segunda redução consecutiva.
Enquanto a expectativa para a inflação apresentou queda, as projeções para os principais indicadores econômicos permaneceram estáveis. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) segue em 1,99% para 2026, enquanto a estimativa para a cotação do dólar ao final do ano continua em R$ 5,20.
A taxa básica de juros (Selic) também manteve sua projeção em 14% ao ano pela terceira semana consecutiva. Atualmente, a Selic está em 14,25%, e o mercado espera ao menos um corte até o fim do ano. A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está marcada para os dias 4 e 5 de agosto.
A melhora nas perspectivas para a inflação ocorre após a divulgação dos dados do IBGE que mostraram desaceleração do IPCA em junho. O índice oficial de inflação ficou em 0,16%, o menor resultado mensal desde outubro de 2025, influenciado principalmente pela queda nos preços dos alimentos.
Nos últimos 12 meses, o IPCA acumula alta de 4,64%, permanecendo acima do centro da meta estabelecida pelo governo, mas abaixo do registrado em maio. O cenário reforça a expectativa do mercado de que a inflação continue perdendo força ao longo dos próximos meses.









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