A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou um novo medicamento oral para o tratamento de pacientes com câncer de mama avançado ou metastático. O fármaco, chamado Inluriyo, é indicado para pessoas com tumores positivos para receptor de estrogênio (ER+), negativos para HER2 e que apresentam mutação no gene ESR1, após tratamento prévio com terapia endócrina.
Segundo a Anvisa, o medicamento atua bloqueando e promovendo a degradação dos receptores de estrogênio alterados, mecanismo que ajuda a retardar a progressão da doença. As mutações no gene ESR1 costumam surgir durante o tratamento e estão associadas à resistência à hormonioterapia em estágios mais avançados do câncer.
Dados de estudos clínicos apontaram que o Inluriyo reduziu em 38% o risco de progressão da doença ou morte em comparação com terapias endócrinas convencionais. Entre pacientes com câncer de mama metastático, o tratamento proporcionou uma sobrevida livre de progressão de 5,5 meses, superior aos 3,8 meses observados com os tratamentos padrão.
A pesquisa envolveu 874 pacientes adultos com câncer de mama localmente avançado ou metastático. De acordo com os resultados, os efeitos colaterais mais comuns foram diarreia, náusea, anemia e fadiga, classificados predominantemente como leves a moderados.
O câncer de mama é o tipo de câncer mais frequente entre as mulheres no Brasil, excluindo os casos de pele não melanoma. Especialistas destacam que o avanço de novas terapias representa uma alternativa importante para pacientes que desenvolvem resistência aos tratamentos convencionais ao longo da doença.









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