Trump diz que “uma civilização inteira morrerá” ao ameaçar Irã com prazo final para acordo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração alarmante nesta terça-feira (7) ao afirmar que “uma civilização inteira morrerá esta noite”, referindo-se ao Irã, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio. A fala ocorre enquanto se aproxima o prazo imposto por Washington para que Teerã aceite um acordo e reabra o estratégico Estreito de Ormuz.

A ameaça está ligada a um ultimato estabelecido pelo governo americano, que exige concessões do Irã sob risco de ataques massivos à infraestrutura do país. O prazo final foi definido para as 21h (horário de Brasília), e inclui a possibilidade de bombardeios a instalações como usinas de energia, pontes e até estruturas ligadas ao abastecimento de água.

Em publicações recentes, Trump afirmou que os Estados Unidos têm capacidade de promover uma “demolição completa” da infraestrutura iraniana. Apesar do tom duro, o presidente disse que não deseja esse desfecho, mas indicou que ele seria provável caso não haja acordo. A retórica tem gerado preocupação internacional, principalmente pelo impacto potencial sobre a população civil.

Autoridades iranianas reagiram com críticas às declarações, classificando-as como “infundadas” e advertindo que qualquer ataque poderá resultar em uma resposta mais intensa. O governo do país também rejeita propostas de cessar-fogo temporário, argumentando que pausas no conflito poderiam favorecer militarmente os Estados Unidos.

Especialistas e organismos internacionais alertam que ataques deliberados a infraestruturas civis podem ser considerados crimes de guerra, conforme normas das Convenções de Genebra. Diante do impasse e da escalada verbal entre as duas potências, o cenário segue incerto, com risco de agravamento do conflito nas próximas horas.


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