O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para investigar uma suposta calúnia do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na decisão, Moraes comenta que a publicação, feita em uma rede social, ou seja, em um “ambiente virtual público”, atribui fatos criminosos ao presidente. A postagem menciona a prática de crimes como tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e fraudes em eleições.
No caso, Flávio postou nas redes sociais uma imagem na qual associa o petista à imagem de Nicolás Maduro, ex-presidente da Venezuela, sendo preso.
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas…”, disse.
A decisão ocorre após um pedido da Polícia Federal, com manifestação favorável da PGR (Procuradoria-Geral da República), que sustentou que a publicação do senador seria falsa e “vexatória”.
“Os elementos angariados, portanto, apresentam indícios concretos da atuação do parlamentar representado, autoridade com foro especial perante a Suprema Corte (art. 102, I, b, da Constituição), na hipótese criminal narrada”, citou a PGR.
De acordo com o documento, a Polícia Federal terá 60 dias para realizar as investigações sobre o caso.









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