O Tribunal Superior do Trabalho manteve a condenação de um empresário do ramo farmacêutico no Ceará por assédio moral contra um ex-funcionário. O trabalhador relatou que, ao cobrar salários atrasados, era orientado pelo patrão a “fazer o L e pedir ao Lula”.
O caso teve início na Vara do Trabalho de Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza. Segundo o processo, o empregador associava dificuldades financeiras do funcionário ao fato de ele ter votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ainda conforme o relato, o empresário também teria feito comentários ofensivos, afirmando que um assalto sofrido pelo filho do trabalhador seria “merecido” por causa da posição política do empregado. Em depoimento, o próprio réu admitiu ter feito comentários de cunho político.
Na decisão, a Justiça considerou que a conduta violou princípios como dignidade da pessoa humana e liberdade de convicção política. A sentença determinou o pagamento de verbas trabalhistas e indenização por danos morais.
O caso passou por instâncias no Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região e foi mantido até o TST, que fixou a indenização em R$ 10 mil, encerrando a tramitação.










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