O preço do petróleo segue em forte alta e se aproxima dos US$ 115 por barril nesta segunda-feira (30), impulsionado pelas tensões no Oriente Médio. Com isso, a commodity caminha para encerrar março com valorização de cerca de 59%, o maior avanço mensal desde 1990.
O movimento é influenciado pelo aumento das incertezas sobre o fornecimento global de energia, diante do conflito na região. Investidores acompanham com preocupação possíveis impactos na produção e no transporte de petróleo, o que tem elevado os preços e ampliado a volatilidade nos mercados internacionais.
Um dos principais pontos de atenção é o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito comercializado no mundo. A possibilidade de bloqueio da via tem elevado o risco de desabastecimento e pressionado ainda mais os preços da energia.
A alta do petróleo já provoca reflexos em diversas cadeias produtivas, com aumento nos custos de combustíveis, transporte, fertilizantes e matérias-primas industriais. Esse cenário pode impactar diretamente a inflação global e desacelerar a economia em diferentes países.
Além disso, analistas alertam que, caso o conflito se prolongue ou haja interrupção prolongada no Estreito de Ormuz, o preço do barril pode chegar a US$ 150, intensificando os efeitos sobre os mercados financeiros e o custo de vida em escala global.









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