Milhares de civis deixaram suas casas no sul e no leste do Líbano após ataques aéreos e incursões terrestres realizadas por Israel nesta segunda (2) e terça-feira (3). O Exército israelense emitiu ordens de retirada para moradores de mais de vinte cidades próximas à fronteira, ampliando a tensão na região.
Segundo a agência Reuters, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que as tropas foram autorizadas a avançar para “assumir o controle de posições adicionais” no território libanês. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que a medida tem como objetivo impedir disparos contra comunidades israelenses na fronteira. O Exército informou ainda que está criando uma “zona-tampão” no sul do Líbano.
Do lado libanês, autoridades relataram que tropas nacionais se retiraram de algumas posições fronteiriças. As ações ocorrem após o grupo Hezbollah lançar ataques contra o norte de Israel, rompendo um cessar-fogo que estava em vigor desde outubro de 2024. O Hezbollah afirmou que a ofensiva foi uma resposta à morte do aiatolá Ali Khamenei, ocorrida no sábado (28).
A escalada no Líbano se soma ao conflito mais amplo envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado após bombardeios em território iraniano. Desde então, a região tem registrado ataques e contra-ataques, elevando o risco de ampliação da guerra no Oriente Médio e provocando novos deslocamentos de civis.









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