A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o crime organizado no Senado aprovou, nesta quarta-feira (11), mais de 20 requerimentos com quebras de sigilo, pedidos de informações e convocações relacionados a suspeitas de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC). As medidas também atingem integrantes do grupo conhecido como “A Turma”, ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Entre os alvos estão empresários e operadores financeiros suspeitos de atuar na lavagem de dinheiro da facção criminosa por meio de empresas e investimentos na região da Avenida Faria Lima, polo do mercado financeiro em São Paulo. A CPI também determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de investigados apontados pela operação Operação Carbono Oculto, conduzida pela Polícia Federal.
A comissão ainda aprovou a convocação de ex-servidores do Banco Central do Brasil, entre eles o ex-diretor de fiscalização Paulo Sérgio Neves de Souza e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária Bellini Santana. Segundo parlamentares, relatório da Polícia Federal aponta que eles teriam atuado como consultores informais de Vorcaro e repassado informações sigilosas sobre operações do banco regulador.
Outro foco da investigação é o grupo “A Turma”, apontado como responsável por monitorar e intimidar adversários do ex-banqueiro. A CPI aprovou a convocação de pessoas ligadas ao grupo e determinou a quebra de sigilos de empresas e indivíduos que teriam financiado ou participado das atividades.
De acordo com os senadores, investigações indicam que o esquema de lavagem de dinheiro do PCC pode ter movimentado cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024, utilizando redes de postos de combustíveis, empresas e fundos de investimento para ocultar a origem ilícita dos recursos. A CPI também pediu informações ao Supremo Tribunal Federal sobre investigações relacionadas ao caso.










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